Cinema, Hector Babenco e o Roberto Carlos dos Pobres

A morte do Hector Babenco acabou por me lembrar de vários filmes seus que são de grande inquietação e que me causaram impressões fortes em suas épocas, como Brincando dos Campos do Senhor, O Beijo da Mulher Aranha, até mesmo Carandiru.
Mas principalmente me fez lembrar Pixote, a Lei do Mais Fraco, que considero desses filmes que acenderam luzes para se entender o país e suas contradições, mazelas e delicadezas, principalmente na época em que foi lançado.
Infelizmente, ainda é muito atual.
Também me fez lembrar que o exibimos no cineclube Mate Com Angu, em 2003, com a presença do roteirista, o grande Jorge Durán. Exibição e debate que causaram profundo impacto em quem pode estar presente na época e que pra gente reforçou a percepção de que o cineclubismo tinha uma força intensa.
Continuo achando que o Cinema Brasileiro cometeu obras que até hoje são ferramentas potentes para se entender o Brasil.
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E daí também me lembrei dessa cena do Pixote. É isso: “eu sou o Roberto Carlos dos pobres”.
Valeu Hector Babenco (que também era HB).


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