uma fábula errejota

um bonde sinistro plantou pesado e saiu quebrando geral. juntou facções, prometeu, juntou com os cana, trouxe uns pastor, mulão de miliça trepado e por aí. levaram tudo, firmaram a banca.

e aí o careca colou com esse bonde e meio sem querer acabou virando o frente da situação, da boca mais chavosa. levou a parada de um jeito que nem sabia, aproveitando a onda forte e num cochilo da contenção.

já chegou com marra de cão e mandou: agora é o terror, família. agora é só mirando na cabecinha e quem não fechar com nós é vala.

a boca é servida no errejota e a prata é forte. normal maluco noiar mermo.

mas o careca só não contava com a velha band, os cascudo, a rapa que tá aí a miliano e só tava escoltando a fanfarronice do sujeito. primeiro vacilo do careca, o bonde brotou pesado:

– quem disse que a boca é tua, rapá?

e a história por aqui continua seguindo a mesma – menos pro careca, vacilão do caralho.

@heraldohb


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